Brasil vence EUA e fica perto da vaga na semifinal Liga Mundial de vôlei

Brasil vence EUA e fica perto da vaga na semifinal Liga Mundial de vôlei
Definição do grupo será na sexta, com o jogo entre França e EUA
Na véspera, o técnico Bernardinho havia avisado que jogar uma decisão dentro de casa, no mesmo Maracanãzinho lotado que receberá o torneio olímpico de vôlei em 2016, com a obrigação de ganhar, seria um teste para a atual seleção masculina do Brasil. E o time passou na prova: num jogo de vários momentos dramáticos, muita tensão e alto nível, o Brasil venceu os Estados Unidos por 3 sets a 1 (29/27, 22/25, 25/22 e 27/25) e ficou muito perto da vaga na semifinal de sábado.
Tudo depende do jogo desta sexta-feira entre França e Estados Unidos. Qualquer vitória da França classifica o Brasil junto com os franceses. Se os Estados Unidos vencerem por 3 a 0, passam Brasil e EUA; se vencerem por 3 a 2, passam Brasil e França; e se vencerem por 3 a 1, as duas vagas serão decididas no desempate (razão de pontos) entre as três seleções.
ERROS DOS DOIS LADOS NO INÍCIO
A enorme potência dos jogadores no vôlei masculino fez o saque se tornar um fundamento decisivo já há vários anos. E Brasil e Estados Unidos abusaram de forçar, tornando os erros de saque uma tônica não só do primeiro set, mas de todo o jogo.
Novamente com Lucarelli como principal atacante (sete pontos no primeiro set), o Brasil levou o placar em equilíbrio até os dramáticos pontos finais. Aproveitando-se da inconstância americana no ataque, o time de Bernardinho fechou a primeira parcial em 29 a 27.
Uma vitória por 3 a 0 significaria a classificação direta para a semifinal, sem depender do jogo desta sexta entre França e Estados Unidos, e portanto o segundo set também era decisivo para o Brasil. Mas com nenhum ponto de saque e apenas um de bloqueio durante todo o set, a seleção não fez frente aos americanos, que ganharam por 25 a 22.
 
LIPE MUDA TIME BRASILEIRO
Era palpável a tensão no Maracanãzinho no terceiro set. Quando os Estados Unidos abriram vantagem já com metade do set transcorrida (16 a 13), muita gente previu a eliminação brasileira. A entrada de Lipe no lugar de Murilo fez o Brasil se encontrar no jogo e buscar a reação. Com maior controle emocional e se beneficiando dos muitos erros americanos no saque e no ataque, a seleção venceu por 25 a 22, fazendo 2 sets a 1.
Ao voltar para o quarto set, o time brasileiro sabia que, para garantir a classificação para as semifinais sem precisar de um resultado favorável no jogo entre França e Estados Unidos, precisava vencer a parcial por 25 a 16. A seleção começou melhor, chegou a abrir 7 a 3, mas não manteve a vantagem.
Pior: chegou a abrir 15 a 8 e deixou os EUA reagirem até o empate em 19. Novamente com boa participação de Lipe, a seleção soube se recuperar nos momentos decisivos e fechou o set em 27 a 25 e o jogo em 3 a 2, para delírio da torcida que lotou o Maracanãzinho para gritar que o "campeão voltou".

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