Unilever vence Amil e vai à final da Superliga Feminina

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Enfim, um jogo à altura dos melhores confrontos entre Unilever/Rio de Janeiro e Vôlei Amil, de Campinas (SP), nesta temporada da Superliga Feminina. Depois de um 3 sets a 0 no primeiro jogo da semifinal, o segundo, neste sábado, no Maracanãzinho, precisou de cinco sets para ser decidido. Cheio de altos e baixos e muita tensão, a partida foi vencida mais uma vez pelo time carioca. Com 3 a 2 (12/21, 21/15, 21/15, 18/21 e 16/14), o Rio fez 2 a 0 na série e se classificou para a final pela décima vez seguida. Na decisão, no próximo dia 27, a equipe buscará seu nono título da competição contra o ganhador de Osasco x Sesi-SP, que está vencendo a série por 1 a 0.

– Talvez pouquíssimas pessoas tenham apostado no nosso time para a semifinal. Com razão, tivemos muitos altos e baixos. Mas nosso time tem uma história de dez finais consecutivas, tem que tratar com respeito – comemorou a líbero Fabi. – Elas estavam muito pressionadas, precisavam ganhar. O Bernardo já tinha dito que se conseguíssemos usar essa pressão delas a nosso favor, talvez pudéssemos ter alguma vantagem, porque o time delas tem muita qualidade. Funcionou. Agora, é esperar a final. Com quem chegar, vai ser sinistro.

O Campinas começou o primeiro set no comando. Forçando o saque e com mais volume de jogo, principalmente com Natália, o time não foi ameaçado em nenhum momento. Do outro lado da quadra, os erros se sucediam. Destaque do primeiro jogo, a sérvia Mihajlovic não se encontrava em quadra e, com um ataque da central Walewska, explorando o bloqueio adversário, o time paulista fechou o set em tranquilos 21/12. Se parecia que a história do confronto seria outro dessa vez, a impressão se desfez logo no set seguinte. Toda a desarrumação do Rio de Janeiro mudou de lado e o Campinas, sem se acertar na recepção e no passe, perdeu por 15/21. O panorama se repetiu no set seguinte. Com um bom saque, recepção bem posicionada e Carol e Sarah Pavan fortes no bloqueio, o time carioca abriu 7/3 rapidamente. Nervoso, o técnico José Roberto Guimarães tentou arrumar o time e acalmar os ânimos, mas em vão. Com Tandara no saque, o time até conseguiu três pontos seguidos, mas foi atropelado pelo Rio de Janeiro por 21/15 novamente. Irritado com os erros sucessivos da levantadora Claudinha, Zé Roberto esbravejou:

– Deixa de ser burra!

No quarto set, a reação inesperada. Pela primeira vez, o jogo foi realmente equilibrado e, em um ataque de Tandara, o Campinas fez 18/17, passando à frente no placar pela primeira vez desde o início do segundo set. Mihajlovic, que tinha se recuperado na partida, parou de virar as bolas e, em um erro dela, o time paulista marcou 21/18, empatou a partida e levou a decisão para o tie-break. No quinto set, o coração falou mais alto. Novamente, erros bobos foram minando as chances do time paulista que, após estar perdendo por 14/10, teve uma reação espetacular, chegou a empatar em 14/14 mas, em um ataque de Sarah Pavan, a equipe carioca fechou em 16/14, ganhou a partida e a chance de disputar o título mais uma vez.

– A gente tem consciência de que poderia ter fechado o jogo em 3 sets a 1. Sofremos, mas conseguimos mais uma final. O jogo foi do jeito que a gente achou que seria mesmo. Para nós, a tranquilidade e a experiência de Fabi e Fofão foram fundamentais para vencermos o tie-break – finalizou a ponteira Gabi.

Vídeos do jogo podem ser encontrados no nosso canal do YouTube.

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